quinta-feira, 30 de abril de 2009

II Encontro de Adolescentes da região Norte do Tocantins




O II encontro de Adolescente do Estado do Tocantins que aconteceu nos dias 20, 21 e 22 de abril deste ano, teve a participação de vários adolescentes e jovens do norte do estado do Tocantins , foi uma espécie de integração de grupos de várias cidades, pessoas se conhecem e se compreendem de modo que criam uma amizade muito forte entre todos os participantes. As nossas primeiras expectativas era o aumento do conhecimento, através dos temas abordados e também conhecer várias outras pessoas.
Nós ficamos muito felizes pois este encontro foi uma experiência muito boa para todos, além de termos discutidos sobre temas como:
participação política da juventude em suas comunidades, direitos sexuais e reprodutivos e direitos das pessoas vivendo com HIV/Aids, tivemos também muita diversão e descontração. Na noite do dia 20 tivemos a noite cultural que foi muito boa, pois foi o primeiro contato direto entre os participantes daí seguimos uma programação muito divertida e dinâmica.
Tivemos práticas de fé, apresentações culturais, noite dos sanfoneiros e lazer. Foram três dias de muito aprendizado e alegria, todos nos ficamos muito triste por ter terminado mas também vem uma grande satisfação por termos aprendido muitas coisas boas. Com certeza este é um conhecimento que vamos levar para toda nossa vida e também multiplicar em nossa comunidade.


Texto de: Evandro Rodrigues, Elaine Pereira, Mariléia Silva e Romário Miranda ( Adolescentes do PDA Tiúba - Araguaína-TO)

Francisca Alcântara da Silva de 16 anos escreve sobre o Encontro, dizendo: "Hoje estou muito feliz, meu coração está pulando de felicidade. Quero dizer a você que aprendi de montão. Um encontro de tres dias em Tocantinópolis foi realizado, Formação Política e Direito reprodutivo foi os temas abordados. Teve festa com sanforneiro, musica e noite cultural. Teve uma tarde no balneário, foi tudo muito legal. Quero agradecer pela oportunidade, vou levar o conhecimento e espalhar na minha cidade. Quero também convidar para o próximo encontro participar, dos assuntos cotidianos você vai se informar. Agora, que já dei o meu recado, estou indo e por ter participado desse encontro meu coração volta pra casa sorrindo" (PDA Axixá- Axixá do Tocantins).

Realmente esse encontro foi maravilhoso, não só para os adolescentes que aproveitaram bastante interagindo muito bem entre eles e participando das atividades com bastante entusiasmo, mas também para a equipe de Assessoria da UOpe, que comprovou que a juventude é um terreno fértil e que com eles há várias possibilidades de avançarmos num trabalho de qualidade, desenvolvendo habilidades, fortalecendo o protagonismo juvenil e com certeza a mobilização e organização comunitária para a busca de políticas públicas que atenda as demandas desse público e de suas famílias. É interessante pensarmos nas potencialidades do jovem, HOJE e não apenas como esperança de um futuro melhor. Queremos agradecer a esse grupo que estiveram conosco nesses tres dias, que mostraram a força de vontade e compromisso com a luta por uma vida de qualidade não só pra si mas para a sua comunidade. Parabéns meninas e meninos, vocês foram 10!!!!! (Assessores da Uope-TO).


Alguns depoimentos dos Adolescentes:





II Fórum sobre os Direitos da Criança e do Adolescente.


O II Fórum sobre os Direitos da Criança e do Adolescente, realizado neste mês de abril pelo PDA Ilha Verde, em Wanderlândia, contou com a presença de 93 participantes, representante do CDH de Araguaina, representantes dos conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescentes, COOPTER, STTRW, representantes dos Colégios do Município e a Promotora da Comarca de Wanderlândia. Teve como objetivo, unir forças para trabalhar o bem comum de crianças e adolescentes do município.

Durante o Fórum os representantes das entidades deixaram bem claro o seu coprometimento com a causa,o desejo de trabalhar em parcerias e a importancia de se trabalhar os direitos mais tambem os deveres do publico alvo. Foi feito uma reflexão sobre como trabalhar o problema do aumento da gravidez na adolescencia e do uso de drogas, problemas muito séios enfrentados pela comunidade.

A promotora deixou bem claro que estará sempre comprometida na resoluçao deste grave problema.


Ficou acordado uma proxima reunião para o mês de Maio onde todas as entidades irão elaborar um calendário coletivo das atividades e juntas buscar com o poder público o seu real compromisso.


Texto de: Raimundo Nonato - Facilitador de Educação do PDA Ilha Verde.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Bio Jóias


Adolescentes artesãs e artesãos, do PDA Mulheres do Buriti, na região do bico do papagaio, se organizam para confeccionar colares, brincos, chaveiros, etc. com os frutos do cerrado e da Amazônia, principalmente o fruto da palmeira do babaçú, valorizando a identidade cultural e buscando aumentar a renda familiar. O grupo ainda está dando os primeiros passos, mas já podemos visualizar suas potencialidades. Vale a pena conferir!!!

















ESTRATÉGIAS PARA TRABALHAR COM JOVENS

Após várias reflexões, de como atrair os jovens para um maior envolvimento nas ações dos PDAs e atuar como protagonistas sociais em suas comunidades, a equipe de assessores da uope tocantins vêm discutindo com as equipes dos PDAs, sobre: o que é a juventude, hoje, no Brasil? quem é o jovem das comunidades que atuamos? e quais as estratégias para trabalhar com esses jovens?.


A leitura de alguns teóricos, vídeos sobre a juventude e uma maior aproximação dos jovens das comunidades, com a qual trabalhamos, nos faz refletir sobre como a sociedade vê os jovens hoje, nos levando a entender que precisamos, urgentemente, desconstruir a visão de que a juventude é uma fase de transitoriedade (passagem da infância para a fase adulta) sem identidade,ou ter uma visão preconceituosa,de jovem, aquele ser, da rebeldia, da transgressão, vê-lo, como "problema" (usuário de drogas, irresponsável, desinteressado, etc.). Na verdade precisamos mudar nossos conceitos, precisamos entender a juventude enquanto sujeitos sociais que, de acordo com suas vivências, experenciam e constroem modos diferentes de ser jovem. A juventude faz parte de um processo mais amplo de constituição de sujeitos (diversidade), se concretiza nas condições sociais, culturais, de gênero e de raça.

Partindo desta constatação, precisamos trabalhar com os jovens reconhecendo suas diferentes formas de expressão, abrindo espaços para que essas diferentes formas se desenvolvam. Devemos pensar o jovem no presente, considerar suas vivências e particularidades, entendê-lo dentro de uma perspectiva histórico-social, de construção e reconstrução constante, ou seja, num processo dialético e dialógico.

Neste sentido, nós educadoras (es) precisamos, como diz Leonardo Boff, "educar o nosso olhar" para que sejamos, críticos, "criativos e"cuidantes" dentro de uma dimensão ética, social, espiritual, política e técnica. Isto implica dizer que precisamos formar sujeitos com capacidade de se posicionar frente as questões de sua vida, do seu projeto pessoal e da sociedade.


Texto de: Ana Emilia

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Percepções sobre a juventude

A experiência recente de dialogar com os adolescentes das comunidades apoiadas pela Visão Mundial no Tocantins tem nos mostrado o quanto precisamos aprender para trabalhar com este público. Os sonhos e o desejo de transformar as condições de vida onde vivem estão estampadas no olhar, nos desenhos e nas palavras das crianças, adolescentes e jovens.
Para mergulhar na realidade desta juventude é necessário romper com os preconceitos que são alimentados diariamente na sociedade. Estas amarras impedem de enxergarmos os sinais de vida presentes nas comunidades.
As meninas e meninos querem brincar, divertir-se, trabalhar e viver com suas famílias, numa luta constante pela sobrevivência, seja na realidade urbana ou rural. Percebe-se a liderança e muitas potencialidades entre os adolescentes e jovens nas comunidades. É como um terreno fértil precisando de cuidados. Em algumas comunidades os jovens desenvolvem atividades coletivas de trabalho, diversão, lazer , por outro lado, não são vistos como pessoas com potencial por parte de muitas organizações sociais.
Somos desafiados a desenvolver metodologias que facilitem a reflexão e compreensão da realidade social, econômica e política vividas pela juventude que precisam ser de ouvidos, motivados, acompanhados e animados para desenvolverem autonomia e ampliarem seus conhecimentos. É preciso continuar alimentando os sonhos e projetos de vida para construírem projeto sociais que provoquem as transformação na realidade social local.

Texto: Dório Macedo